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Nutrição Emocional



Se durante a primeira infância nossas experiências não foram protegidas, assistidas, e nós tivemos que fazer enormes esforços para se adaptar à essa situação, é provável que quando adultos nós travaremos competições com as nossas crianças devido à fome emocional.
 O resultado: Crianças e adultos lutando uns com os outros para chamar atenção, reclamações de que as crianças são “terríveis”, que são muito solicitantes, que estamos doentes e cansados de suas “enfermidades” ou que eles não respeitam os mais velhos. Nós ficamos horrorizados quando eles não vão às aulas, usam drogas, não comem, saem sem permissão ou fazem sexo sem proteção.
Quando uma criança não recebe nutrição emocional em quantidade suficiente na infância ele ou ela continuará a ser “solicitante”. A única coisa que mudará é a forma através da qual manifestará seu pedido. Eles devem ser adultos agora, mas sua sede e fome por amor não diminuiu.
Uma criança solicitante, com muitas necessidades, se tornará um adulto desesperado, com muitos anseios por qualquer coisa. Além disso, não importa quanta comida ele coma, que droga o acalma, quão agressivo ele é, quantas pílulas para dormir ele ingere...Ele não terá o cuidado maternal. É um enorme erro buscar nas substâncias o amor que não recebeu quando criança.
Claro que queremos amar e educar nossas crianças. O que acontece é que o amor deve sobrevir de maneira pessoal e coletiva. Mas amar nossas crianças, todos os dias e todas as noites, exige que compreendamos profundamente de onde viemos....Para entender as contradições que sentimos quando nossos pequenos pedem atenção, presença, conexão, aconchego. Se nos sentimos muito solicitados, é preciso iniciar um processo de autoconhecimento, com a finalidade de nos conscientizar acerca de nossas cicatrizes básicas deixadas  por conta da “falta de carinho e palavras”. Tais necessidades da infância não foram satisfeitas no passado. É através do reconhecimento e da consciência deste episódio que teremos condições de decidir o que fazer hoje, o que dizer, como alimentaremos nossa criança que tem sido machucada e ainda está com “fome de amor”. Só assim nossas crianças não herdarão essa tal fome.

Trecho do texto: Emotional Nutrition de Laura Gutman
Tradução: Grasielly Mariano

1 comentários:

Anônimo disse...

Lindo, lindo, lindo!!!

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